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Há milhares de milhões de anos, a Terra formou-se como tantos outros planetas no cosmos — sem milagres, sem deuses, apenas pelas forças da natureza. Mas foi aqui que surgiu uma criatura peculiar: o ser humano. Dotado de inteligência e razão, tornou-se dominante, criador de mitos e destruidor de equilíbrios.

Neste livro, os autores traçam uma reflexão lúcida e crítica sobre a evolução da humanidade e o seu fascínio por forças externas — deuses antigos, seres estelares e fenómenos aéreos não identificados. A partir de uma abordagem científica e desapaixonada, exploram a obsessão contemporânea pelos OVNIs, separando factos de ficção, e destacando os eventos verdadeiramente inexplicáveis, tanto em Portugal como no mundo.

Uma obra que desafia crenças e desmonta ilusões, recusando fantasias confortáveis e apontando para a única via possível: a da ciência, do pensamento crítico e da humildade perante o desconhecido.

Este livro é uma janela aberta para todas/os os colegas que expressaram o seu conhecimento como co-autores, ao mencionarem factos passados no tempo e no espaço, relembrando factos, passagens e vivências numa das zonas emblemáticas da freguesia de Alvalade.

No seu todo, cada qual foi uma estrela brilhante formando constelações nas respectivas secções.

Retratando sentimentos conjugados numa linha minimalista dos altos e baixos duma pauta musical, onde gente jovem com estilos análogos, na estrada desconhecida do anonimato, fez a diferença com a enorme simplicidade da sua idade.

Onde a beleza da sua juventude cruzou com o som da sua alegria numa atitude referencial, espalhando pelas diversas secções da Caixa de Previdência dos Comerciantes hábitos e costumes das suas terras, desde o Norte ao Sul do País e das Ilhas.

 

 

A Herança do Senhor Reitor é um romance que cruza memória, poder e relações familiares, explorando os efeitos silenciosos de uma herança que vai muito além do património material. A narrativa constrói-se em torno da figura do Senhor Reitor e das marcas deixadas pela sua presença, pelas suas escolhas e pelo lugar que ocupou na comunidade.

Ao longo da obra, a herança assume múltiplos significados: legado moral, influência social, peso simbólico e conflito interior. As personagens movem-se entre o passado e o presente, confrontadas com segredos, expectativas e silêncios que moldam destinos e revelam tensões profundas entre dever, afeto e identidade.

Com uma escrita contida e observadora, o romance desenvolve um retrato atento das dinâmicas sociais e familiares, questionando a autoridade, a memória e a forma como o poder se transmite de geração em geração. A história avança sem pressa, privilegiando a construção psicológica das personagens e a densidade dos seus conflitos.

A Herança do Senhor Reitor é uma obra que convida à reflexão sobre o que verdadeiramente se herda, sobre o peso do passado nas escolhas do presente e sobre a dificuldade de romper com legados que não se escolheram.

Canto da Mulher Navegante é um livro de poesia onde a voz feminina se afirma como memória, travessia e resistência. Ao longo dos poemas, Fina d’Armada convoca o mar, a viagem e o tempo como metáforas centrais da experiência humana, colocando a mulher no centro da História e do movimento.

Nesta obra, a mulher não é apenas quem parte ou quem espera, mas quem observa, constrói, questiona e transforma. A navegação surge como gesto simbólico e histórico, ligado à identidade, à herança cultural e à condição feminina, num diálogo constante entre passado e presente.

Com uma escrita marcada pelo rigor intelectual e pela sensibilidade poética, Fina d’Armada cruza lirismo e reflexão, criando um canto que é simultaneamente íntimo e coletivo. Canto da Mulher Navegante é uma celebração da palavra, da memória e da voz das mulheres enquanto protagonistas da sua própria história.

 

Este livro dedica-se à obra e ao percurso artístico de Claro Fângio, artista plástico e ilustrador cuja produção atravessa décadas de criação visual marcada por uma linguagem própria, intensa e profundamente ligada ao gesto manual. A sua obra desenvolve-se entre o desenho, a pintura e a ilustração, sempre com uma atenção rigorosa à forma, ao traço e à expressividade da figura.

Mais do que um levantamento biográfico, este volume propõe um olhar sobre o modo como Claro Fângio trabalhava: os materiais escolhidos, os processos, a relação com o papel, a mancha, a linha e o espaço. O livro revela um artista atento à matéria e ao tempo, para quem o ato de criar era simultaneamente trabalho, reflexão e necessidade vital.

A sua produção dialoga com a literatura, a História e a condição humana, recusando o decorativo e privilegiando a intensidade expressiva. As imagens aqui reunidas testemunham um percurso coerente, onde o desenho surge como estrutura fundamental e a figura humana ocupa um lugar central, muitas vezes carregada de tensão, ironia ou inquietação.

Claro Fângio é um livro de referência para quem se interessa por artes visuais, ilustração e processos criativos, mas também para quem procura compreender a obra de um artista que construiu o seu caminho fora de modas e concessões, com uma identidade visual firme e reconhecível.

Contos Malditos reúne treze histórias verídicas, recriadas literariamente a partir de factos reais, onde o lado mais sombrio da experiência humana se revela sem filtros nem indulgência. Não são contos de terror no sentido clássico. São narrativas onde a maldição nasce da realidade, das escolhas, das relações de poder, da violência silenciosa e das falhas morais que atravessam a vida comum.

Cada texto mergulha em episódios que aconteceram de facto, transformando acontecimentos concretos em narrativas densas, perturbadoras e profundamente humanas. O desconforto não vem do sobrenatural, mas da proximidade com o real: aquilo que poderia ter acontecido a qualquer um, em qualquer lugar.

A escrita privilegia a contenção e a sugestão, construindo atmosferas carregadas, onde o não dito pesa tanto quanto o que é explicitado. As personagens surgem em zonas de limite, confrontadas com decisões irreversíveis, segredos, culpas e consequências que se arrastam no tempo.

Contos Malditos é um livro para leitores que procuram histórias intensas e inquietantes, onde a literatura funciona como forma de encarar o lado obscuro da realidade sem disfarces. Um conjunto de narrativas que permanece depois da leitura, não pelo choque fácil, mas pela consciência desconfortável de que tudo isto é, afinal, real.

Duplicidade é um thriller criminal contado a partir do ponto de vista do criminoso. Aqui, o herói não investiga, não persegue a justiça nem procura redenção. Age. Decide. Calcula. E justifica-se.

A narrativa acompanha uma mente que opera na sombra, construída sobre camadas sucessivas de identidades, escolhas estratégicas e mentiras funcionais. O crime não surge como explosão impulsiva, mas como processo racional, quase metódico, onde cada gesto é ponderado e cada risco aceite como parte do jogo.

Ao colocar o leitor dentro da lógica do criminoso, o romance desmonta as fronteiras confortáveis entre bem e mal, empatia e repulsa. A tensão nasce menos da ação exterior e mais do confronto psicológico: o medo de falhar, a necessidade de controlo, a gestão da culpa e o prazer silencioso da eficácia.

Com uma escrita direta e precisa, Duplicidade constrói um retrato inquietante da duplicação constante entre aparência e verdade, entre o que se mostra e o que se esconde. O leitor é arrastado para uma posição incómoda, forçado a acompanhar, compreender e, por momentos, partilhar o ponto de vista de quem comete o crime.

Duplicidade é um thriller que recusa moralismos fáceis e finais tranquilizadores. Um romance sobre identidade, poder e transgressão, onde o maior perigo não está no ato criminoso, mas na lucidez de quem o executa.

Entre Quatro Paredes é um romance intimista que mergulha nos territórios fechados da vida privada, onde os gestos pequenos, os silêncios e as rotinas constroem realidades densas e, por vezes, sufocantes. A narrativa desenrola-se num espaço aparentemente limitado, mas carregado de tensões emocionais, memórias e conflitos não resolvidos.

Ao longo do livro, as paredes deixam de ser apenas cenário para se tornarem presença ativa: protegem, isolam, escondem e expõem. As personagens movem-se num equilíbrio frágil entre o que é dito e o que permanece por dizer, revelando relações marcadas pela dependência, pela solidão, pelo afeto ambíguo e pelo peso do quotidiano.

Com uma escrita contida e observadora, o romance constrói um retrato psicológico cuidadoso, onde o tempo interior se sobrepõe à ação exterior. O foco está nas emoções, nos pensamentos e nas escolhas silenciosas que moldam destinos, muitas vezes sem que as personagens tenham plena consciência disso.

Entre Quatro Paredes é uma obra sobre clausura e resistência, sobre o espaço doméstico como lugar de abrigo e de confronto, e sobre a complexidade das relações humanas quando o mundo se reduz a um interior carregado de significados.

Imagens dos Anos em Alhandra é um livro de memória visual e histórica que reúne fotografias e registos de diferentes épocas da vila de Alhandra, preservando fragmentos do quotidiano, das pessoas, dos lugares e das transformações ao longo do tempo.

Mais do que uma simples coleção de imagens, esta obra constitui um testemunho coletivo. As fotografias revelam modos de vida, práticas sociais, espaços urbanos e rostos que ajudaram a construir a identidade local, permitindo ao leitor reconhecer continuidades, mudanças e perdas. Cada imagem funciona como um ponto de partida para a memória, convocando histórias individuais e uma vivência comunitária partilhada.

Este livro assume-se como um exercício de preservação do património imaterial, onde a fotografia surge como documento e como gesto afetivo. Ao fixar momentos aparentemente simples, Imagens dos Anos em Alhandra contribui para a valorização da história local e para a transmissão da memória às gerações futuras.

Destina-se a leitores interessados em história local, património, fotografia e memória coletiva, bem como a todos os que reconhecem na imagem um poderoso instrumento de identidade e pertença.

 

Mar Nosso de Cada Dia é um livro de poesia onde o mar surge como presença constante, simbólica e concreta, atravessando a identidade individual e coletiva, a memória, a História e o quotidiano. Nesta obra, Fina d’Armada convoca o mar como origem, destino e espaço de confronto, mas também como lugar de trabalho, sobrevivência, sonho e pertença.

Os poemas dialogam com a tradição marítima portuguesa sem cair na exaltação épica. O mar é aqui vivido na sua ambiguidade: fonte de alimento e de perda, de aventura e de sacrifício, de promessas e de naufrágios. Surge ligado às comunidades, ao labor diário, às migrações, às ausências e à construção de um país moldado pela água e pelo sal.

Com uma escrita clara, consciente e profundamente enraizada na experiência humana, a autora cruza poesia, reflexão histórica e sensibilidade social. O olhar é simultaneamente íntimo e coletivo, atento às pequenas vidas que sustentam os grandes mitos e às histórias anónimas que raramente entram nos discursos oficiais.

Mar Nosso de Cada Dia é um livro que propõe uma leitura crítica e afetiva do mar enquanto elemento estruturante da identidade portuguesa, devolvendo-lhe densidade humana e afastando-o da abstração simbólica. Uma obra onde a poesia serve para lembrar que o mar, antes de ser metáfora, é presença diária e realidade vivida.

Ilustrado com uma pintura de capa de Claro Fângio, este livro é um tributo à vida — e uma despedida poética de quem sempre viveu com coragem e consciência.

Em Mulheres nas Descobertas – A História em Palco, Fina d’Armada reúne três peças de teatro que devolvem voz e presença às mulheres apagadas do relato tradicional dos Descobrimentos Portugueses.

A partir de investigação histórica rigorosa e de uma escrita profundamente teatral, a autora coloca em cena figuras femininas reais e simbólicas, explorando o quotidiano, a espera, a ausência e a coragem silenciosa num tempo marcado pela expansão marítima e pela invisibilidade feminina. Longe da epopeia glorificada, estas peças propõem uma leitura crítica da História, centrada na experiência humana e na memória coletiva.

Originalmente escritas no contexto da Expo’98, as peças foram concebidas para um teatro de proximidade, onde a palavra, o corpo e o espaço dialogam diretamente com o público. O volume inclui a peça apresentada no Museu da Água, em Lisboa, em 1999, bem como textos inéditos agora publicados pela primeira vez em formato digital.

Mais do que teatro histórico, esta obra é um contributo essencial para repensar a História a partir de quem ficou fora dos manuais, mas nunca fora da realidade.

Legado do Cravo é um livro que convida a descobrir a História de forma viva, acessível e participativa. Partindo do 25 de Abril e do caminho até à liberdade e à democracia, a obra aproxima os leitores mais jovens de acontecimentos, pessoas e escolhas que mudaram o país e continuam a influenciar o presente.

Ao longo do livro, textos claros, ilustrações expressivas e conteúdos áudio acessíveis através de códigos QR dão vida a documentos históricos reais, transformando a leitura numa experiência dinâmica e envolvente. Em vez de datas frias e discursos distantes, o leitor encontra histórias, vozes e imagens que ajudam a compreender o que esteve em jogo e porque é que a liberdade importa.

Este livro presta homenagem a todos os que lutaram por um país mais justo, mas faz-lo com os olhos postos no futuro. Legado do Cravo fala de direitos, escolhas, coragem e responsabilidade, mostrando que a democracia é algo que se constrói todos os dias e que precisa de ser conhecida para ser protegida.

Pensado para jovens leitores, mas também para pais, educadores e famílias que valorizam a memória e a cidadania, este é um livro para ler, ouvir, partilhar e conversar. Porque conhecer o passado é uma das melhores formas de cuidar do futuro.

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